No cenário mundial contemporâneo percebe-se o processar de inúmeras transformações
de ordem económica, política, social e cultural que, por sua vez, se adaptam aos
novos modelos de relações entre instituições e mercados, organizações e sociedade.
No âmbito das actuais tendências de relacionamento, verifica-se a aproximação dos
interesses das organizações e os da sociedade resultar em esforços múltiplos para
o cumprimento de objetivos compartilhados.
Os primeiros estudos que tratam da responsabilidade social tiveram início nos Estados
Unidos, na década de 50, e na Europa, nos anos 60 (BICALHO, 2003). As primeiras
manifestações sobre este tema surgiram, no início do século, em trabalhos de Charles
Eliot (1906), Arthur Hakley (1907) e John Clarck (1916).
No entanto, tais manifestações não receberam apoio, pois foram consideradas de cunho
socialista. Foi somente em 1953, nos Estados Unidos, com o livro Social Responsabilities
of the Businessman, de Howard Bowen, que o tema recebeu atenção e ganhou espaço.
Na década de 70, surgiram associações de profissionais interessados em estudar o
tema: American Accouting Association e American Institute of Certified Public Accountants.
É a partir daí que a responsabilidade social deixa de ser uma simples curiosidade
e se transforma num novo campo de estudo. A responsabilidade social revela-se então
um fator decisivo para o desenvolvimento e crescimento das empresas.